ANIVERSÁRIO
Mente&Cérebro comemora 5 anos com evento no Masp
A revista Mente&Cérebro comemora 5 anos este mês e para marcar a data está programada para a noite de hoje, 22 de setembro, às 19h30, no auditório do Museu de Arte de São Paulo (Masp), uma discussão sobre as interfaces entre neurociências, psicologia e psicanálise. Haverá a participação de três especialistas nos temas, o neurobiólogo Sidarta Ribeiro, articulista da Mente&Cérebro, chefe de laboratório do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); do neurocirurgião Edson Amâncio, pós-graduado em neurocirurgia pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) e colaborador da revista; e da socióloga e psicanalista Catarina Koltai, professora de graduação e pós-graduação da Faculdade de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).O evento será seguido de um coquetel. Os interessados em participar devem fazer reserva pelo e-mail eventos@duettoeditorial.com.br até às 15h.
DIA MUNDIAL DO ALZHEIMER
Pesquisas apontam novas possibilidades de tratamentos
Hoje, 21 de setembro, é celebrado o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. Embora na prática haja pouco a comemorar, a boa notícia é que duas equipes de cientistas, uma do Reino Unido e outra da França, conseguiram um grande avanço nas pesquisas que pode significar, daqui a alguns anos, o descobrimento da cura do distúrbio – ou, pelo menos, de uma forma de atrasar significativamente seu aparecimento. Os estudiosos identificaram três novos genes relacionados ao transtorno que podem reduzir em até 20% os índices de incidência. Segundo o pesquisador Julie Williams, que liderou os estudos no Reino Unido, trata-se do avanço mais importante dos últimos 15 anos. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Nature Genetics.
De acordo com os autores, ficou comprovado que se as atividades dos genes descobertos forem neutralizadas, é possível prevenir que cerca de 100 mil novos casos por ano, da doença, cheguem a um estágio mais avançado. Essa identificação genética é a primeira desde 1993, quando uma forma mutante de um gene foi responsabilizada por 25% dos casos diagnosticados. Ainda segundo a pesquisa, a inflamação cerebral pode ter um papel mais importante no desenvolvimento do Alzheimer do que se imaginava. Atualmente, não há um tratamento eficaz para a doença neurológica, que se manifesta por meio de deterioração cognitiva, de transtornos de memória e conduta.
De acordo com a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), pelo menos 1 milhão de brasileiros sofre com Alzheimer, mas apenas 5% desses pacientes estão em tratamento. Suas implicações são inúmeras e devastadoras. É comum, por exemplo, que parentes de pessoas com a patologia apresentem depressão e outros transtornos.