MULHER

O impacto emocional da dor crônica

 

Stress, ansiedade, insegurança e tristeza podem causar não apenas sofrimentos psíquico, mas também aumentar a susceptibilidade à dor física. O Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, mapeou os principais fatores ligados à emoção, aos e hábitos e traços de personalidade que influenciam a qualidade de vida mulheres que sofrem de dores crônicas. Foram acompanhadas, durante o ano de 2008, 173 participantes do grupo de apoio Mulheres que Doem Demais. Segundo 74,55% das pacientes ouvidas, a depressão aumenta a sensação dolorosa; 65,45% disseram que o stress faz aumentar a dor e 67,2% notam que a ansiedade deflagra crises. A principal reclamação das pacientes referia-se à falta de apoio familiar: 49,09% alegaram se sentir emocionalmente carentes, especialmente nos momentos de crise. “Embora o apoio da família e das demais pessoas próximas seja importante e necessário, a mulher precisa aprender a identificar as limitações do outro, buscando em si mesma maneira para amenizar seu sofrimento”, afirma a psicóloga Dirce Perissinotti, coordenadora do grupo. Em paralelo às discussões de grupo, as pacientes respondiam a questionários com indicações do grau de interferência da dor em suas vidas. Segundo Dirce, um dado importante da pesquisa é que 50,91% das mulheres reconhecem que a prática de exercícios físicos diminui a intensidade da dor.

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

 

Teste do pezinho ampliado pode diagnosticar 46 patologias

 

O teste do pezinho, exame que detecta precocemente doenças que podem levar à deficiência intelectual, ganha um reforço com o exame de Espectrometria de Massas, mais conhecido como teste do pezinho super, capaz de detectar 46 doenças.O exame, o mais completo de triagem neonatal, é realizado com amostra de sangue retirada do calcanhar do bebê, 48 horas após o nascimento.  

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Paulo realiza o procedimento há 33 anos. A instituição foi a pioneira n adoção do exame que, inicialmente, detectava apenas a fenilcetonúria, uma patologia que se não for tratada precocemente leva à deficiência intelectual severa e irreversível.

O trabalho de prevenção resultou em um direito assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990. Hoje, a Apae de São Paulo é o maior Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) credenciado pelo Ministério da Saúde, o que habilita a associação a realizar exames de triagem, tratar e acompanhar crianças que apresentam resultados positivos.O laboratório da organização, equipado com tecnologia de última geração, além de ser o pioneiro no teste do pezinho na América Latina, também se destaca por estar entre os três maiores do mundo em números de crianças triadas. Mais informações pelo site www.apaesp.org.br  ou pelo telefone (11) 5080-7123.

 

 

© Mykola Velychko/istockphoto

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