MULHER


Vinho e chocolate: uma bomba afrodisíaca

 

Cientistas italianos do hospital Santa Maria Annunziata, em Florença, na Itália, acabam de descobrir que o consumo de uma ou duas taças diárias de vinho tinto aumenta a libido feminina. Para chegar a essa conclusão foram acompanhadas 789 mulheres entre 18 e 50 anos, moradoras na região de Chianti, próxima ao hospital. Apresentado em março na IX Semana da Prevenção Andrológica, promovida pela Società Italiana di Andrologia (SIA), o estudo foi baseado em um questionário que avalia a sexualidade feminina por meio de 19 questões distribuídas segundo a variação: do desejo ao interesse, da lubrificação ao orgasmo e da satisfação à dor.

O estudo mostrou que as mulheres que consomem até dois copos de vinho tinto por dia (11%) têm uma sexualidade melhor do que as do grupo de abstêmias (35%) ou até mesmo em comparação àquelas que bebem ocasionalmente. Esse fato se deve aos polifenóis – estruturas químicas variadas encontradas no vinho tinto. Existem nesse tipo de bebida mais de 300 tipos dessas substâncias que, segundo a pesquisa, têm ação sobre componentes hormonais femininos, em particular o estrogênio. O chocolate, que é rico em antioxidantes, também estimula a sexualidade das mulheres. Isso sugere que a dupla vinho&chocolate pode ter o efeito de uma bomba afrodisíaca. Detalhes sobre o assunto serão publicados no livro Bacco e Venere, ovvero vino ed eros nella vita dell’uomo (ainda sem título em português), com lançamento previsto para outubro na Itália, pela editora Giunti. (Flávia Ferreira, jornalista).

© Sandra Caldwell/shutterstock

PALESTRA

 TDAH e aprendizagem

 

 

Hoje ,às 21 horas, o neurologista Marco A. Arruda, PhD, especializado em infância e adolescência,

fará a palestra on-line “TDAH: neurobiologia, funções executivas e suas conseqüências no processo de aprendizagem”, no site: http://www.atencaoprofessor.com.br/index.asp. Trata-se de um web-meeting organizado pela Faculdade de Medicina do ABC e com apoio da Associação Brasileira de Déficit de Atenção.

Para identificar sorrisos falsos

Pelo menos uma coisa boa surge com o fim de um relacionamento: a maior facilidade para detectar sorrisos falsos. O psicólogo social Michael Bernstein e seus colegas, da Universidade de Miami, descobriram que pessoas que se sentem rejeitadas se tornam mais aptas em distinguir sorrisos sinceros dos falsos. Pesquisadores acreditam que um riso verdadeiro indica emoções reais, como cooperação, boa vontade e simpatia porque alguns músculos que usamos – ao redor dos olhos – não estão sob controle consciente. Segundo Bernstein, como nossos ancestrais precisavam ser aceitos em grupos para sobreviver, forasteiros não podiam se dar ao luxo de perder tempo e energia (e às vezes a própria vida) fingindo uma reação. Provavelmente, só os mais convincentes foram aceitos – e sobreviveram para transmitir seus genes.

ATRAÇÃO

Apaixonados e cegos para a beleza

Rostos bonitos não têm poder sobre pessoas enamoradas

 

Se, no próximo encontro, a pessoa amada lhe  disser que “só tem olhos para você”, isso pode ser mais verdade do que você pensa. Pesquisas mostram que aqueles que estão afetivamente comprometidos com seus companheiros tendem a desviar o olhar de homens e mulheres atraentes, mesmo sem que tenham conscieência disso.

Em um estudo, o psicólogo Jon Maner, da Universidade Estadual da Flórida, mostrou a um grupo de voluntários rostos em uma tela de computador, por meio segundo e propôs que os identificassem as faces como femininas ou masculinas pressionando um botão. Pesquisas anteriores feitas com o mesmo método já haviam mostrado rostos atraentes do sexo opostoataem a atenção por mais tempo. Maner, entretanto, trabalhou em seu estudo apenas com pessoas casadas ou envolvidas em um relacionamento monogâmico. Ele pediu para que metade escrevesse sobre sentimentos de amor por seus parceiros, enquanto a outra parte deveria escrever sobre uma experiência feliz. O pesquisador constatou que aqueles que escreveram sobre amor prestaram atenção em rostos atraentes por menos tempo do que em pessoas com aparência comum. Ele sugere que esse desvio inconsciente de atenção, provavelmente, tenha evoluido para manter homens e mulheres em relações monogâmicas, o que contribuiu para garantir vantagens reprodutivas.

TAM TAM EM PORTUGAL

Festival premia grupos teatrais formados por pacientes psiquiátricos

O uso da arte no tratamento e na inserção social de pacientes psiquiátricos tem proporcionado não apenas progressos clínicos, mas também a vantagem de favorecer a auto-aceitação, diminuindo o preconceito nas famílias e nos meios sociais. Um exemplo bem-sucedido dessa iniciativa é o projeto Tam Tam, uma organização não-governamental (ONG), fundada em 1989, que trabalha com arte, inclusão e diversidade. Atualmente, o grupo de teatro está em Abrantes, Portugal, para representar o Brasil na 7ª edição do Festival Nacional de Teatro Especial (FNATES-2009), em cartaz até dia 28. A entidade concorre com o espetáculo Só(is) Amar-elos, que será apresentado nos dias 24 e 25. Participam do elenco atores profissionais e amadores, portadores ou não de múltiplas deficiências mentais.

Promovido pelo Centro de Recuperação Infantil de Abrantes (CRIA), instituição que há 30 anos trabalha a serviço das pessoas com deficiência, o festival reúne grupos de teatro dos mais diversos pontos do Portugal. O Tam Tam o único de fora daquele país. Só(is) Amar-elos apresenta arquétipos universais da existência humana, sofrimentos, dores, perdas, perdas e celebrações, trazidos à cena a partir das festas e tradições da cultura popular brasileira, que espelham o ciclo da vida e as relações entre morte e renascimento. No site da ONG é possível acompanhar o dia-a-dia do grupo em Portugal por meio de um diário de bordo: http://www.tamtam.art.br/

Neurocientista de plantão

 A neurocientista carioca Suzana Herculano-Houzel agora também escreve em um blog. Autora de vários livros de divulgação científica, entre eles O cérebro nosso de cada dia e Porque o bocejo é contagioso?, colunista da F. de São Paulo e colaboradora em diversas edições de Mente&Cérebro, Suzana decidiu compartilhar sua paixão pelas neurociências com os internautas. Em A neurocientista de plantão, ela escreve sobre a neurociência do cotidiano, o dia-a-dia da profissão e comenta novas pesquisas sobre o cérebro, muitas vezes corrigindo algumas interpretações equivocadas da imprensa. Vale a pena conferir.

Suzana dirige o Laboratório de Neuroanatomia Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro e recentemente divulgou resultados de sua pesquisa que demonstrou que o cérebro tem cerca de 86 milhões de neurônios, e não 100 milhões, como se acreditava.

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