SUS terá aconselhamento genético

Em portaria publicada ontem, 21 de janeiro, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer aconselhamento genético a pessoas e famílias com risco de desenvolver doenças geneticamente determinadas ou anomalias congênitas. O procedimento faz parte da Política de Atenção Integral em Genética Clínica, que vai estruturar essa atenção especializada na rede pública de saúde. Atualmente, existem 18 procedimentos relacionados à genética na tabela do SUS e com essa política, serão mais três grupos: anomalias genéticas (palato fendido, defeitos do tubo neural, pé torto, luxação no quadril e amputação parcial); erros inatos do metabolismo (doença em que o paciente não metaboliza o aminoácido fenilalanina e que pode provocar retardo mental, como intolerância a lactose e alterações na produção de enzimas, como fenilcetonúria) e  deficiências mentais (síndrome de Down).

Com isso, uma equipe multidisciplinar (formada por médico, geneticista, enfermeiros, assistente social e biólogo) passa a cuidar do atendimento integral, promovendo o tratamento com acompanhamento de exames clínicos e laboratoriais. Segundo a assessoria de imprensa do SUS, a idéia é ampliar de forma gradativa a expansão dos serviços - 30% em 2009, 30% em 2010 e 40% em 2011. Para expandir o atendimento, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Genética Clínica pretendem apoiar a capacitação de médicos geneticistas e outros profissionais de saúde especializados na área.   

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que as doenças hereditárias acometem 5% das gestações em todo o mundo. No Brasil, 3% dos nascidos vivos têm anomalias congênitas e as deficiências mentais atingem pelo menos 15% da população (aproximadamente 24 milhões de pessoas). Entre 60% e 70% dos pacientes que chegam aos serviços de genética clínica, apresentam algum tipo de deficiência mental. As manifestações mais freqüentes são as síndromes de Down e de X-fragil.

Iniciativa brasileira inclui a síndrome pós-polio no Catálogo Internacional de Doenças

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) conseguiram incluir a síndrome pós-poliomielite (SPP) no Catálogo Internacional de Doenças (CID). A medida beneficiará cerca de dez mil pessoas só na cidade de São Paulo e outras dezenas de milhares no Brasil, todas com seqüelas de poliomielite e 60% já acometidas pela SPP.

A principal mudança para esses pacientes é que, presente no CID, a doença não poderá ser mais ignorada por peritos do INSS ao analisar pedidos de aposentadoria precoce feitos por essas pessoas e que quase sempre eram negados.Antes de a SPP ser reconhecida como doença, havia o entendimento de que os danos causados pela poliomielite não evoluíam e que se o cidadão havia conseguido trabalhar até aquele momento, estaria apto a esperar a aposentadoria por tempo de serviço, como outro trabalhador qualquer.

Caracterizada por uma nova perda de funções musculares que atinge pessoas que tiveram poliomielite e que chegam aos 40 anos, a SPP muitas vezes assume caráter incapacitante ou obriga o indivíduo a mudar de profissão. Além da fraqueza nos membros superiores e inferiores, o quadro inclui dificuldades de deglutição, hipersensibilidade ao frio, distúrbios do sono, fadiga e graves problemas respiratórios.

O neurologista Acary Souza Bulle Oliveira, chefe do setor de Investigação em Doenças Neuromusculares da Unifesp e pioneiro no estudo e tratamento da SPP no Brasil, explica que a causa da síndrome é superutilização de neurônios originalmente não afetados pela poliomielite, mas que são sobrecarregados ao longo dos anos, o que justifica o fato de os sintomas se manifestarem somente a partir da meia-idade.

O tratamento para SPP inclui repouso, diminuição da atividade física, fisioterapia leve, orientação alimentar e, em muitos casos, suporte mecânico para o sistema respiratório. (Luciana Christante, com informações da assessoria de imprensa da Unifesp)

 Pouco sono, energia em queda

 Falta de sono pode provocar "queda de energia" no cérebro. A conclusão é de neurocientistas na Escola de Pós-Gradução Médica da Universidade Nacional Duke, de Cingapura. Os pesquisadores testaram voluntários numa tarefa visual simples enquanto examinavam seus cérebros com ressonância magnética funcional. Eles descobriram que a atividade do sistema nervoso de pessoas que permaneceram acordadas durante toda a noite oscilava da atividade considerada normal para o que os pesquisadores chamaram de "modo de queda de energia", estágio no qual os participantes sentiam uma diminuição súbita de controle nos centros cognitivos e visuais por alguns segundos.

 Perfil do criminoso

O Hospital das Clínicas de São Paulo promove, entre 26 e 30 de janeiro, o Curso Internacional de Perfil Criminal, cujo objetivo é treinar psiquiatras, psicólogos, médicos legistas, promotores, delegados, entre outros profissionais, para o reconhecimento do perfil de criminosos em série. As aulas serão ministradas pela professora Chitra Raghavan, do John Jay College of Criminal Justice da City University of New York, com tradução simultânea.

O evento acontecerá no anfiteatro do Instituto de Psiquiatria (IPq) do HC, que fica na Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785, Cerqueira César, São Paulo. O curso custa R$ 1.000,00, e as inscrições vão até o dia 23 deste mês, pelo telefone (11) 3069-7929.

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