UNIFESP PROCURA VOLUNTÁRIAS

Pesquisadores estudam qualidade do sono após a menopausa

 Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está recrutando mulheres na pós-menopausa, com idades entre 50 e 65 anos e queixas de insônia, para participar de uma pesquisa que avaliará os efeitos da qualidade do sono nessa fase da vida. As voluntárias devem ser alfabetizadas, não podem apresentar doenças crônicas ou psicológicas e fazer uso de antidepressivos ou hormônios.  As interessadas podem entrar em contato com o Ambulatório do Climatério da UNIFESP pelo telefone 5549-6174, em horário comercial

POLÊMICA

 

Críticas ao Ato Médico

 

No dia 21 de outubro de 2009 foi aprovado pela Câmara dos Deputados o projeto de lei 7.703/06 (Ato Médico). Durante 2 anos e 10 meses de tramitação, o projeto teve 121 andamentos, 93 emendas e 19 pareceres. Passou por várias comissões (de Constituição, de Justiça e Cidadania, de Trabalho, de Administração e Serviço Público, de Educação e Cultura e de Seguridade Social e Família). A principal crítica é a de que, tal como aprovado, o texto fere o princípio de integralidade do Sistema Único de Saúde (SUS), que entende a saúde como um processo múltiplo e considera que ações nessa área devem intervir também nas condições de vida da população -- o que envolve diversos profissionais e áreas do conhecimento. Representantes do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP) defendem que "não se pode deixar apenas a cargo do médico a tarefa de decidir sobre tratamento e cuidados", pois ao definir o diagnóstico nosológico como prática privativa da medicina, outros profissionais da saúde, fazendo com que percam sua autonomia e suas ações fiquem subordinadas ao médico. E quem perde com isso, em última instância, é o profissional e o paciente. Ou seja, todos nós.

                                                       

Para ler texto sobre o assunto na íntegra e deixar sua manifestação entre na página do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP): http://www.crpsp.org.br/crp/midia/atomedico/default.aspx.

 SERVIÇO

UNIFESP RECRUTA VOLUNTÁRIOS SOBRE ENVELHECIMENTO BEM-SUCEDIDO

O Ambulatório de Pesquisa Metabólica em Longevos da Unifesp está cadastrando homens e mulheres com mais de 90 anos de idade em condições de independência (que realizam atividades sem necessitar auxílio de outras pessoas) para um estudo sobre envelhecimento bem-sucedido. Os participantes realizarão gratuitamente uma série de exames médicos, entre eles pressão arterial, índice glicêmico, teste de equilíbrio e avaliação nutricional breve, e vão receber um relatório sobre todos os resultados. Depois disso, serão integrados ao programa de acompanhamento com o trabalho de uma equipe multidisciplinar.

INFORMAÇÃO - Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 9617-8520 ou comparecer à Rua Professor Francisco de Castro, 105, Vila Clementino (próximo ao metrô Santa Cruz).

Loucos por Música no Canecão

 

O projeto Loucos por Música fecha sua quinta edição com um encontro inusitado entre Paulo Moura e o grupo musical Motown, no dia 10 de novembro, às 20h30, no Canecão, no Rio. O musical Som do Motown interpreta hits das décadas de 60, 70 e 80 por astros e estrelas da música negra americana como Michael Jackson, Diana Ross, Stevie Wonder, Lionel Richie, Marvin Gaye, além dos grupos The Supremes, The Jackson Five, The Temptations e The Four Tops.  A abertura será feita pelo guitarrista Lanny Gordin. Com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a situação de pessoas com distúrbios mentais, o Loucos por Música mostra a importância da arte na inclusão social de pacientes e apóia a reforma psiquiátrica brasileira. Desde o início do projeto, em 2005, um artista plástico é convidado para pintar no palco uma tela durante o show. Agora é a vez do francês Bernard Pras. No final do ano, as telas serão leiloadas e a renda revertida para o projeto Todos os Tons, da Fiocruz, assim como a renda da bilheteria. Nos últimos anos, participaram do Loucos por Música Maria Bethânia, Djavan, Ana Carolina, João Bosco, Elba Ramalho, entre outros.  O evento é patrocinado pelo Circuito Cultural Bradesco Seguros e Previdência.

Serviço

Motown e Paulo Moura no projeto Loucos por Música. Canecão (Rua Venceslau Brás 215). Tel.: (21) 2105-2000.

SENTIDOS

Como neurônios "separam" os sons

 

Cérebro é capaz de identificar de que direção vêm os estímulos sonoros; neurocientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts descobriram que células neurais especializadas usam "truque" para facilitar tarefa 

 

Vivemos em um mundo cheio de ecos. Sons reverberam, batendo em paredes e outras superfícies próximas. Essas ondas sonoras se acumulam e se empurram por nossos canais auditivos, vindas de diferentes ângulos. Os ecos de um barulho se amontoam, criando novos sons e ecos. E apesar dessa dificuldade, os neurônios do mesencéfalo, uma área que responde antes do córtex auditivo, são capazes de separar sons originais e identificar de onde vieram. Como essas células neurais conseguem tal feito, intrigou os cientistas por muito tempo, mas novas pesquisas sugerem que o truque é bem mais simples que os especialistas esperaram.

Em um estudo recente, neurocientistas liderados por Sasha Devore, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, testaram a hipótese de que células especializadas no cérebro suprimiam a resposta aos ecos. Usando eletrodos no mesencéfalo de um gato, os pesquisadores mediram as respostas celulares a um som e a suas reverberações. Eles descobriram que as células que identificam a direção da origem do som respondem de forma mais forte nos 50 primeiros milisegundos de ondas sonora – e sua atividade simplesmente diminui depois do som inicial. Essa diminuição da resposta, um mecanismo elementar que o proposto, permite que o cérebro module facilmente os sons originais e aponte quem ou o que está fazendo determinado barulho.

 

LANÇAMENTO

Livro traz dicas para educar adolescentes

O desafio de educar filhos na quase sempre conturbada transição entre a infância e a vida adulta é o tema do livro Criando adolescentes em tempos difíceis, da pedagoga e psicóloga Elizabeth Monteiro, que será lançado nesta quinta-feira, 29 de outubro, das 18h30 às 21h30, na Livraria da Vila, em São Paulo. A autora se propõe a falar com pais e educadores e fala sobre a necessidade de proteger os jovens de ameaças como as drogas e, ao mesmo tempo, incentivar sua autonomia. São abordados assuntos como sexualidade, relações familiares e sociais, processos de aprendizagem, escolhas profissionais e distúrbios físicos e psicológicos que podem surgir na puberdade. Durante o lançamento, a atriz Aracy Balabanian fará a leitura de trechos de poemas escritos por Fernando Rinaldi, um jovem de 18 anos, acompanhado pela autora.

 

REFLEXÕES SOBRE A ESCRITA DA LUZ

 

Psicanalista e fotógrafo participam neste sábado do projeto "Traço, forma, psicanálise"

 

Neste sábado, 24 de outubro, às 11h, a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) recebe no Café Cultural o psicanalista João Frayze-Pereira e o fotógrafo Cristiano Mascaro. O encontro faz parte do projeto “Traço, forma, psicanálise”, desenvolvido pela diretoria de Cultura e Comunidade da sociedade, em parceria com a Revista Ide, coordenada por Cíntia Buschinelli.

A proposta é discutir a força do traço que absorvemos o tempo todo, sem nos darmos conta, considerando as diversas facetas e a potencialidade de criação humana, transitando pelos riscos, marcas e imagens. Vários conceitos na história das idéias, desenvolvidos por Freud, nasceram de rabiscos: o desenho aparece como uma das possíveis formas de expressão da vida emocional das crianças; um coreógrafo desenha no ar e no papel os movimentos para seus bailarinos; elementos da musicalidade, como ritmo, podem ser graficamente representados; a pintura corporal; a obra de arte e a escrita que são, em sua origem, um desenho, revelam a presença permanente das marcas ao longo da história. “Na língua portuguesa, usamos a palavra ‘traço’ para nos referirmos às linhas, rabiscos, mas há também o sentido de vestígio. Nessa direção, os traços são rastros de algo que ficou da experiência, como um traço mnêmico”, afirma a diretora de Cultura e Comunidade da SBPSP, Magda Guimarães Khouri. Se o traço é a memória possível, desse resto que nos fica, a forma adquire um lugar de importância, que carrega uma autonomia, falando por si mesma.              

 Os participantes -- Mascaro é arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da Universidade de São Paulo (USP). Ainda estudante, teve contato com o trabalho de Cartier Bresson, cujas imagens foram para ele uma descoberta e o inspiraram a fotografar. Em 2006 participa como arquiteto homenageado da VI Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Frayze-Pereira é psicanalista, coordenador do Grupo de Estudos Estética-Arte-Psicanálise da SBPSP, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e membro da Association Internationale des Critiques d'Art (AICA).

 Informações e inscrições pelo site: www.sbpsp.com ou pelos telefones (11) 2125-3700 ou 2125-3777.

 

 

 

 

 

 

 

OPINIÃO

O papel da rotina na vida das crianças

 

Por Blenda Oliveira

Bebês têm necessidade de sentir seu ambiente previsível. A rotina funciona como uma espécie de moldura que organiza os três grandes domínios: o físico, o psicológico e o social, auxiliando a  psíquica. Nos primeiros meses de vida, as crianças ainda não possuem maturidade neurológica e psicológica para suportar inconstâncias. Por isso, muitas mudanças externas podem gerar experiências precoces de instabilidade. Não precisamos imprimir mudanças no dia a dia da criança, porque já existe um movimento intenso da natureza em cada uma. Ela por si só vive uma interessante transformação no seu corpo, na sua percepção e na capacidade de se locomover. A rotina prepara a criança e ajuda no desenvolvimento da confiança e perseverança, qualidades imprescindíveis para uma futura autonomia.

 

Escola e família são uma das parcerias mais produtivas. Se uma instituição escolar tem como valor o cumprimento de certas rotinas e a família não compartilha, ou vice-versa, podem ser gerados na criança sentimentos de confusão, dúvidas e desconfiança. A escola, dependendo da sua orientação e da formação do seu corpo docente, tem competência para orientar a melhor maneira com que a família pode dar continuidade ao trabalho. Porém, é importante deixar claro que a escola não é responsável sozinha pelo desenvolvimento das crianças. Enfatizo que o papel da família é intransferível, isso não quer dizer que não seja possível fazer parcerias e receber orientações. As ações serão mais significativas quanto maior for o envolvimento da família.

 

A rotina é um dos pilares para o desenvolvimento da autonomia das várias áreas do desenvolvimento infantil. Vale lembrar que uma rotina adequada vem acompanhada de afeto e flexibilidade, mas não é preciso usar de rigor em detrimento das vivências de afetividade e espontaneidade entre as crianças e seus cuidadores. Sabemos que disciplinas duras, rigorosas e inflexíveis não necessariamente criam indivíduos comprometidos e autônomos, o mesmo ocorre com rotinas por demais permissivas. Qualquer extremo contribui para o aparecimento na criança, no adolescente e nos futuros adultos, de insegurança, medo e desconfiança quanto à própria capacidade de dar conta da vida. A rotina na medida adequada gera referência à criança. Depois o adolescente vai aprendendo quanto pode, em alguns momentos, modificar aquilo que lhe foi ensinado pelos seus pais e professores. 

 

Quanto mais os bebês se desenvolvem, maior a conquista da independência e, portanto, mais de olho é preciso estar. Crianças a partir de um ano iniciam movimentos mais autônomos, a marcha fica mais firme, a verbalização é maior e, assim, a curiosidade e a descoberta vão ganhando complexidade. Na realidade, criar rotina para crianças em qualquer fase exige que os adultos também sejam pessoas com uma adequada relação com a rotina. Não existe fácil ou difícil, cada momento requer um tipo de cuidado, assim como cada criança tem seu ritmo de adaptação. Podemos comprovar isso desde o nascimento. Alguns bebês se adaptam mais rapidamente ao ritmo das mamadas, outros demandam maior flexibilidade por parte da mãe.

 

No caso da berçarista, ele consegue manter uma rotina, desde que exista um bom planejamento e orientações coerentes de quem a contratou. É importante ressaltar que as pessoas escolhidas para a função precisam ter equilíbrio emocional, formação adequada, não só intelectual, mas, e principalmente, formação pessoal. É esse conjunto que mantém uma boa rotina. As berçaristas são pessoas crucias, com ela, além da família, laços afetivos serão construídos, e esses serão o melhor meio de comunicação, por onde informações importantes serão passadas e transformadas em hábitos. Não se educa pela razão, apenas. Educa-se, principalmente, pela qualidade do afeto. A qualidade de vida inicia-se desde a concepção, quando os pais recebem seu filho com prazer, comprometimento, alegria e celebração.

 

Blenda Oliveira é coordenadora da Casa Movimento (www.casamovimento.com.br), doutora em psicologia clínica pela PUC-SP, psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.

Mais de 90% das crianças com síndrome de Down têm problemas auditivos

 

Unifesp mostra que a principal causa são as deficiências que podem ser prevenidas ou tratadas

 

Um estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) sobre o perfil e rastreamento genético auditivo de crianças e adolescentes com síndrome de Down apontou que 92,6% destes pacientes apresentam algum tipo de problema auditivo, sendo que 70,4% são deficiências condutivas que podem ser prevenidas ou tratadas. A principal consequência é o aumento da dificuldade para aprender e desenvolver a linguagem. A deficiência auditiva condutiva ocorre na orelha média, que transforma a energia sonora em mecânica e só está plenamente desenvolvida por volta dos 7 anos. A causa mais freqüente, identificada em 68,5% dos casos, é a otite média secretora, que tem maior incidência em crianças com a síndrome porque nestes indivíduos há flacidez dos músculos e o sistema imunológico é mais frágil, tornando mais espessa a secreção produzida na orelha média. O problema geralmente se manifesta no primeiro anos de vida e coincide com o início do desenvolvimento da adenóide. O estudo indica a necessidade de avaliações otorrinolaringológicas e acompanhamento auditivo, por meio de imitânciometria e audiometria, nos primeiros anos de vida. “Por isso é importante que pais, professores e profissionais de saúde estejam atentos a este problema”, afirma o coordenador da pesquisa, Cheng T-Ping. O estudo foi realizado pela disciplina de Otorrinolaringologia da universidade, que passou a compor em 2009 o projeto de parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

TEATRO

Pacientes com Alzheimer participam de espetáculo

 

A Associação Brasileira de Alzheimer Doenças Similares (ABRAz), em parceria com a Janssen-Cilag, realiza projeto pioneiro V.I.D.A. Com Arte - Valorizando a Inclusão da Doença de Alzheimer – que terá início com uma peça Gostosuras e Travessuras. Pacientes com a patologia, parentes, cuidadores e profissionais da saúde participam do espetáculo com os atores. A peça, marcada para amanhã, dia 6,  no Teatro Renaissance, em São Paulo, aborda o resgate das memórias de infância, da alegria e da imaginação. Após a apresentação, integrantes da ABRAz convidam o público a participar de um debate sobre a doença no Brasil.

O projeto educativo V.I.D.A. com Arte – Valorizando a Inclusão da Doença de Alzheimer abrange atividades culturais de dança, música, arte e literatura. O objetivo é incluir pacientes com Alzheimer em atividades sócio-culturais e divulgar a importância da conscientização sobre a doença. “Pesquisas comprovam que pessoas com e Alzheimer incluídas em atividades sociais apresentam uma diminuição dos problemas de comportamento, sintomas de depressão e melhoram o relacionamento pessoal e a auto-estima”, afirma a presidente da ABRAz Nacional, Viviane Abreu. Além disso, a participação em atividades inclusivas favorece a adesão ao tratamento, diminuindo os sintomas da doença”,

Encenada pelo Grupo de Teatro Olharte, Gostosuras e Travessuras é construída ao longo do espetáculo, com músicas cantadas ao vivo, objetos cênicos propostos pelos atores e palavras sorteadas entre a plateia. O espetáculo tem como objetivo resgatar brincadeiras infantis e a descontração. “A participação de pessoas com doença de Alzheimer em uma peça de teatro é um projeto pioneiro no Brasil. Além de entreter os pacientes e estimulá-lo por meio da arte, esperamos com esta ação incentivar outras iniciativas que viabilizem a socialização da pessoa com doença de Alzheimer e dos familiares”, diz Viviane.

 

Serviço

Peça Gostosuras e Travessuras

Data: 06 de Outubro de 2009

Local: Hotel Renaissance São Paulo (Rua Alameda Santos, 2233 – SP)

Horário: 18 horas

Entrada: para convidados

SERVIÇO GRATUITO

TERAPIA DE PERDA E LUTO

 

O Programa de Intervenção e Estudos sobre Perda e Luto da Unidade de Intervenção à Família e Comunidade (Unifac), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está com vagas abertas para sessões terapêuticas, em  grupo, para pessoas que perderam cônjuges, filhos, irmãos ou pais. Também há vagas para psicoterapia com famílias enlutadas e familiares em processo de cuidados paliativos. Os encontros acontecem num período de seis a oito meses, com duração de uma hora por semana, com início em novembro. O serviço é gratuito. É preciso marcar horário para a entrevista pelo telefone (11) 5084-4698, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, ou por e-mail: familiaunifesp@hotmail.com. A Unifac fica na Rua Leandro Dupret, 166, na Vila Clementino, próximo ao Metrô Santa Cruz.

PROJETO DE LEI

Mudanças nas regras para a prescrição de crimes de pedofilia

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o projeto que modifica as regras para a prescrição de crimes de pedofilia. Segundo a proposta, prazo começa a contar a partir da data em que a vítima completa 18 anos, a não ser que já tenha sido proposta ação penal ou a ação já tenha transitado em julgado. O projeto ainda precisa ser votado pelo plenário do Senado e pela Câmara, por ser de autoria de comissão.

SOBRE ESQUIZOFRENIA

Psiquiatra brasileiro recebe prêmio internacional

 

O psiquiatra brasileiro Wagner Farid Gattaz, coordenador do Laboratório de Neurociências e presidente do conselho diretor do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), recebeu o Prêmio Burghölzli de Psiquiatria Epidemiológica e Social 2009. Gattaz coordenou o projeto de pesquisa “Metabolismo de fosfolípides em doenças neuropsiquiátricas” com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), entre outros. Este é o segundo prêmio internacional relevante recebido pelo pesquisador esse ano. Em junho, ele se tornou o primeiro latino-americano a receber o Prêmio de Pesquisa da Federação Mundial de Sociedades de Psiquiatria Biológica.

            Criado em 1999 pela Clínica de Psiquiatria da Universidade de Zurique, na Suíça, o Burghölzli é concedido a cada dois anos. Já foram premiados o psiquiatra suíço Jules Angst, sucessor de Eugen Bleuler e de Manfred Bleuler na direção da Clínica Burghölzli; Norman Sartorios, criador da seção de saúde mental da Organização Mundial da Saúde (OMS); o pesquisador americano Julian P. Leff e o casal de cientistas britânicos Uta e Cristoph Frith. Burghölzli é o nome pelo qual é conhecida a Clínica Psiquiátrica da Universidade de Zurique, fundada em 1870, e que teve entre seus diretores Eugen Bleuler (1857-1939), criador do termo esquizofrenia, e Carl Gustav Jung (1875-1961).

ANIVERSÁRIO

Mente&Cérebro comemora 5 anos com evento no Masp

A revista Mente&Cérebro comemora 5 anos este mês e para marcar a data está programada para a noite de hoje, 22 de setembro, às 19h30, no auditório do Museu de Arte de São Paulo (Masp), uma discussão sobre as interfaces entre neurociências, psicologia e psicanálise. Haverá a participação de três especialistas nos temas, o neurobiólogo Sidarta Ribeiro, articulista da Mente&Cérebro, chefe de laboratório do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); do neurocirurgião Edson Amâncio, pós-graduado em neurocirurgia pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) e colaborador da revista; e da socióloga e psicanalista Catarina Koltai, professora de graduação e pós-graduação da Faculdade de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).O evento será seguido de um coquetel. Os interessados em participar devem fazer reserva pelo e-mail eventos@duettoeditorial.com.br até às 15h.

DIA MUNDIAL DO ALZHEIMER

Pesquisas apontam novas possibilidades de tratamentos

Hoje, 21 de setembro, é celebrado o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. Embora na prática haja pouco a comemorar, a boa notícia é que duas equipes de cientistas, uma do Reino Unido e outra da França, conseguiram um grande avanço nas pesquisas que pode significar, daqui a alguns anos, o descobrimento da cura do distúrbio ­– ou, pelo menos, de uma forma de atrasar significativamente seu aparecimento. Os estudiosos identificaram três novos genes relacionados ao transtorno que podem reduzir em até 20% os índices de incidência. Segundo o pesquisador Julie Williams, que liderou os estudos no Reino Unido, trata-se do avanço mais importante dos últimos 15 anos. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Nature Genetics.

De acordo com os autores, ficou comprovado que se as atividades dos genes descobertos forem neutralizadas, é possível prevenir que cerca de 100 mil novos casos por ano, da doença, cheguem a um estágio mais avançado. Essa identificação genética é a primeira desde 1993, quando uma forma mutante de um gene foi responsabilizada por 25% dos casos diagnosticados. Ainda segundo a pesquisa, a inflamação cerebral pode ter um papel mais importante no desenvolvimento do Alzheimer do que se imaginava. Atualmente, não há um tratamento eficaz para a doença neurológica, que se manifesta por meio de deterioração cognitiva, de transtornos de memória e conduta.

De acordo com a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), pelo menos 1 milhão de brasileiros sofre com Alzheimer, mas apenas 5% desses pacientes estão em tratamento. Suas implicações são inúmeras e devastadoras. É comum, por exemplo, que parentes de pessoas com a patologia apresentem depressão e outros transtornos.

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